Não é fácil fazer o primeiro currículo. Você tem 18 ou 20 anos, olha para sua vida e no máximo, passou por algum emprego temporário, fora da área que você estuda, tipo balconista na loja do tio, auxiliar de escritório de algum amigo do seu pai. Mas acredite, quando você invejar profissionais hoje bem posicionados, um dia eles passaram pela mesma ansiedade que você. Afinal, ninguém nasce com experiência profissional!
O site do Monster tem várias dicas de como você deve planejar e desenvolver o seu CV. Mesmo assim, nosso Blog foi investigar com alguns analistas e consultores de RH, para saber, afinal, o que mais chama a atenção dos recrutadores na hora de selecionar um currículo para estágio.
Algumas regras são imprescindíveis: colocar seu nome, endereço, idade, destacar a formação, a instituição de ensino, não fazer xerox, mandar fotos e cartas de apresentação, somente quando solicitadas. Experiências como intercâmbio, seminários importantes e cursos extracurriculares (idioma ou informática) também deve ser destacados.
Então mãos à obra. Como você já deve estar no meio do caminho da sua formação, já tem alguma idéia das disciplinas em que você se sai bem e em que área gostaria de investir mais. Utilize esse desejo para focar sua procura por estágio em empresas que você gostaria de trabalhar. Investigue o site, a cultura, valores e missão da empresa. Essas informações serão valiosas na hora de definir o título do seu currículo ou, se necessário, fazer uma carta de apresentação.
As formas de seleção variam muito. Na EDP do Brasil, por exemplo, a analista sênior de RH, Juliana Garcia, diz que não há tempo para ler a carta de apresentação. Mas estágios ou empregos anteriores, ainda que não sejam na área de atuação do estágio, podem indicar maturidade do candidato. Experiências como intercâmbio, monitoria, participação em empresas junior da faculdade, conhecimento em informática, são bem valorizados. “Olhamos se no CV aparecem as palavras chaves para a função ou área que o estagiário irá atuar”, informa.
Na Sage Group, empresa global da área de TI, a Gerente de Rh Willze Oliveira observa se o candidato já teve alguma vivência na área contratante e avalia que esse é um dado apreciado pela empresa. “Mesmo que ele tenha outras experiências de emprego, achamos que é um termômetro para avaliar se é uma pessoa estável ou se muda de emprego constantemente”, argumenta.
Já Silvio Calazans, hoje CEO at TRG Development & Technology, acredita que é a carta de apresentação é que pode definir a escolha de um estagiário, já que a maioria não tem mesmo experiência profissional. O executivo recorda quando era parceiro de Max Gehringer e os dois definiram uma contratação por causa da redação do candidato. Que dizia assim:
“Senhores, não tenho experiência em escritório, nunca tive oportunidade, entrego pizza à tarde e à noite para pagar a faculdade de administração (terceiro ano). Envio meu histórico escolar. Não sou nenhum gênio, estou na média, mas observem que eu nunca faltei. Gostaria, apenas, de ter a oportunidade de disputar esta vaga, pois nunca fui chamado para nenhuma entrevista …”
Esse é só um primeiro artigo do Monster sobre estágios no Brasil. São muitos aspectos a serem considerados e você poderá acompanhar de perto as orientações de profissionais do mercado para escolher as melhores vagas. Deixe sua opinião no nosso blog! Se você é estudante e procura por estágio, conte suas experiências, dificuldades ou conquistas. Se você é de RH, queremos ouvir suas dicas.
Fabíola Lago é jornalista e trabalha com Comunicação e RH há mais de dez anos.
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