Eles não poderiam ter chegado ao Monster de outra forma: navegando ao acaso por prazer e curiosidade. Gustavo foi atraído por um tweet do Monster, Thayane encontrou o site americano seu macbook e descobriu que havia vagas no Brasil. Henrique se cadastrou na Irlanda, na volta entrou no Yahoo, mas quando viu a vaga para estágio, atualizou o currículo.
Conectados, empolgados, uns mais Y que outros, com ambições de carreira, atualmente são seis meninos e meninas entre 18 e 26 anos que chegaram como estagiários no Monster no último ano. Três deles já foram efetivados. Mas será que tudo que dizem dessa geração confere?
Para Henrique Santesso, 21, a habilidade com o mundo digital é mesmo um diferencial dessa geração. Em comum, ter vivido quando criança a época da inflação. Agora, ele acredita que é a vez dos Y de consumir, escolher e reclamar. “Com a informação na ponta dos nossos dedos, minha geração cresceu na 2.0 da web, onde existia uma second life e os amigos estavam todos conectados e postando fotos e comentários. Fizemos o mundo parecer pequeno com nossas conexões internacionais, em apenas um click estamos em contato com internautas no Japão ou na Austrália”.
Para Raíza Pinheiro, 23 anos, nem todo mundo que está nessa faixa etária precisa necessariamente ter as características do que a mídia considera Y. “Ainda sou adepta de um bom livro e encontros presenciais com os amigos”, brinca. Formada em Psicologia, Raíza foi efetivada no início do ano e sente-se como uma pessoa que ainda veste a camisa da empresa, acha que a lealdade é um valor importante, mas nem por isso deixa de freqüentar as redes sociais e ter facilidades com web 2.0. “Trabalhando com Customer Service, às vezes damos treinamentos de uma hora e meia, e ter um feedback positivo do cliente é uma sensação deliciosa quando acontece”, destaca. A clínica ainda é uma paixão para Raíza, algo a ser conquistado mais adiante, mas confessa que a proximidade com tantos profissionais de RH, em uma empresa de recrutamento, tem a encantado profissionalmente também.
Televisão? Chato. Livro, jornal? Chato. Thayane gosta mesmo é de focar nas redes sociais, youtube e o que vier pela frente no seu laptop. “Acho que sou mesmo geração Y. Faço muitas coisas ao mesmo tempo, tudo junto e misturado, sou curiosa e acho que o pessoal de TI da minha faixa de idade está de fato por cima da carne seca”, brinca. A afirmação vem da sua experiência diária no Monster, como estagiária de RH.
“Mesmo oferecendo remunerações altas, os Y de TI estão escolhendo literalmente os empregos que os interessam. E desafio é um dos fatores diferenciais”, observa. Para Thayane, o crescimento das redes sociais dinamizou as relações de emprego e contratação, deixando muito mais fácil a procura e o conhecimento da empresa que está ofertando uma vaga. O que a fez decidir pelo Monster? “O clima colorido do escritório durante as primeiras entrevistas. É muito legal trabalhar aqui!”.
Primeiro estagiário do Monster, Gustavo Café, 23, é um mix do melhor da geração Y e também da X! Se identifica com a ansiedade característica, tem muita facilidade com domínio de softwares, aplicativos e linguagens da web 2.0, mas a ambição para ele precisa estar legitimada também na experiência. “Também estou de olho na meta, mas não esqueço que para chegar lá é preciso a trajetória”.
Com humor peculiar, formado em tradução, um ano de Monster, Gustavo chegou até a vaga de estagiário por um tweet, de olho na área de marketing. E hoje é analista da área.
Rosani Silva, 21, e Kauan Sobreira, 20, são os estagiários Y caçulas do Monster. Ela bota fé no Monster como uma empresa promissora no Brasil, em ritmo de start up o que pode lhe oferecer muitas chances de crescimento. Para ela, estudante de administração, entre outras vantagens, o fato de começar em uma empresa global deve trazer mais fluência ao inglês, além de vislumbrar uma carreira em outros países.
Para Kauan, foi o plano de carreira que falou mais forte na hora de optar pelo Monster. Estudante de Ciências da Computação, as redes sociais são um caminho sem volta. Por isso mesmo, além do expediente profissional, investe no desenvolvimento de um site próprio, também de relacionamento, integrado com Facebook e outras redes, mas com foco em seus amigos.
E na sua empresa, como se comportam os Y generations? O que você acha dessas definições? Queremos seu olhar sobre o tema. Escreva pra nós!
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