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22 abr 2010

Sou mulher e lidero uma equipe formada apenas por homens

Artigo

Há algum tempo, fui promovida a um cargo de gestora. O desafio era liderar uma equipe de três profissionais, cada um com uma bagagem profissional, um perfil comportamental e apenas uma característica em comum: todos do sexo masculino. A partir desse momento, gerenciar uma equipe em uma situação tão única também se tornou um desafio.

Como líder, o aprendizado foi grande e ter sucesso nessa tarefa precisou de muita dedicação. Após algum tempo gerenciando essa equipe, levei em consideração alguns pontos importantes que muitas gestoras devem ficar atentas ao liderar uma equipe essencialmente masculina:

A equipe masculina cria barreiras contra a liderança feminina

  • Comunicação: Ao gerenciar homens, é importante que a líder tente se comunicar de maneira clara. Isso significa mais ação e menos imposição. Muitos homens são criados para dar soluções, e ter uma mulher que mostre o caminho a seguir durante todo o tempo pode ser frustrante. Por isso, ter abertura para sugestões da equipe e saber dar insights para que as idéias surjam naturalmente são características importantes em uma gestora.
  • Seja o exemplo: Uma equipe masculina se impressiona muito com resultados concretos, principalmente os financeiros. Uma gestora que consegue obter um alto retorno para a empresa motiva a equipe a também atingir esses resultados e se torna um exemplo internamente.
  • Objetividade: A gestora precisa ter foco quando for liderar um time com muitos homens. Mesmo as características femininas importantes, como a sensibilidade e a intuição para tomar decisões, devem ser apresentadas de um modo diferente para os colaboradores. Isso porque eles podem não entender como uma ideia surgiu ou uma ação deve ser direcionada. O desafio nesse caso é conseguir transformar o abstrato em concreto, ou seja, o feeling e a criatividade profissionais em uma decisão baseada por fatos racionais.
  • Perfil pessoal: Quando se fala de gestão de pessoas, dividi-las simplesmente por gêneros pode ser um grande erro. Há algumas características diferenciadas, como as mencionadas acima, mas, acima de tudo, cada ser humano possui uma personalidade e uma peculiaridade, isso deve ser levado em conta para entender como cada peça da equipe funciona individualmente. Outros fatores, como idade, interesses pessoais e planejamento de carreira também devem ser considerados.
  • Postura: Em algumas empresas, as mulheres em cargos de gestão, encontram uma resistência natural e têm que apresentar resultados melhores que as metas estabelecidas. Nesses casos, as líderes precisam ser ainda mais objetivas e estratégicas do que a média dos gestores. Demonstrar esse tipo de postura conquista aceitação e respeito da equipe e da empresa. Não é preciso ter uma postura agressiva – o segredo é entender o objetivo do negócio e caminhar nesse sentido, unindo liderança e necessidades da empresa.
  • Rótulos: Da mesma forma que os homens podem ser vistos como durões e machistas, existem mulheres que são apontadas como instáveis e difíceis de lidar. Rótulos e pré-julgamentos existem, mas podem ser derrubados facilmente pela forma com que a gestora exerce a liderança. Essas questões se minimizam conforme existe respeito e admiração da equipe e da empresa pelas realizações da profissional.
  • Equilíbrio: Muitas mulheres tendem a dois tipos de gestão – a maternal ou a autoritária. É preciso haver um equilíbrio muito grande entre essas duas características para se ter maior sucesso – o que é difícil de encontrar e precisa ser exercido racionalmente.

O relacionamento e o sentimento da equipe de fazer parte de um bom projeto, porém, é maior do que qualquer “guerra dos sexos”. Como em todo relacionamento profissional, a comunicação e a troca de experiências é muito vantajosa. Mostrar que todos fazem parte de um time e que os resultados vêm com a soma dos esforços de todos é uma saída interessante para amenizar potenciais competições entre homens e mulheres.

Crédito imagem: Flickr

Texto escrito por Mariana Horno, especialista em recrutamento da Robert Half, parceira de nosso blog

Comentários

  1. 05/05/2010 por Angelina Uesato

    Muito legal este post, parabéns.

    Trabalho numa equipe de desenvolvimento de software e já tive líderes homens e mulheres. E acredito que o Equilíbrio é algo que deva ter um contra balança do que é autoritário demais e o que é maternal/paternal. Já vi muito de autoritarismo nas equipes e isso causa muito desgosto pois trabalhar sobre pressão de um líder é bem complicado.

  2. 11/11/2011 por Solange Andre

    No me caso considero-me temperamental e, detesto qndo faço um pedido e as pessoas nao fazem, fingindo que nao ouvem ou simplismente igonram, xtou a comandar a tres semanas, e ja tive algumas complicaçoes… Mas acima de tudo como ja foi dito o melhor de falar é fazer e fazer bem, so palavras nao bastam, o que convece sao as acçoes e elas falam por si mesma

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