Soluções para o apagão de talentos
Qualificar, buscar talentos nas classes C, D e E, acelerar os planos de carreira foram algumas das novas propostas que surgiram ontem, durante a palestra magna, “Soluções para o Apagão de Talentos, que teve como participantes o Diretor de RH da Vale, Luciano Siani, Ricardo Salomão da Universidade Petrobrás, Luiz Edmundo Rosa, diretor de Educação da ABRH e Luiz Augusto Costa Leite, da Change Consultoria e Organização.
Luciano Siani falou da importância de treinar e capacitar supervisores nas empresas, que lidam diretamente com a maioria dos colaboradores da empresa. “Já está comprovado que as pessoas não pedem demissão da empresa, mas na maioria das vezes do seu chefe direto. Esse profissional é a primeira imagem que o funcionário vai ter da empresa, se ele não souber fazer gestão de pessoas, o resultado será um alto turn over”, avalia Siani. Sobre o déficit de líderes para suportar o crescimento global da Vale, o diretor de RH disse que a única alternativa da empresa no momento tem sido a aceleração da carreira. “Estamos promovendo pessoas à gerência e diretoria pelo menos com cinco anos a menos do que fazíamos há dez anos”, relatou Siani.
“A geração Y tem uma linguagem distinta. Eles nasceram com fraldas tecnológicas, não respeitam a hierarquia, mas respeitam a competência. Precisamos criar redes sociais internas, utilizar aplicativos de iPad, porque sem isso, não haverá retenção”, pontuou Salomão. Ter uma consistência ética, especialmente com a sustentabilidade é outro fator importante na opinião do diretor da Petrobrás.
Luiz Edmundo destacou que os Rh estão mal acostumados a procurar talentos somente nas classes A e B. “Algumas vagas ficam tanto tempo abertas que daria tempo de contratar alguém e investir em sua qualificação. É preciso ter mais carinho com as classes C, D e E. empresas que investem nesse segmento, como por exemplo, o Bradesco, tem um retorno em fidelização muito precioso. Seu turn over é baixíssimo em relação a outros bancos”, disse o diretor de Educação da ABRH.
Comentários
08/08/2011 por Tatiana P
Como uma brasileira que retornou do exterior há 1 ano e meio, posso atestar a veracidade do que o Sr. Luiz Edmundo diz quanto aos vícios do RH aqui neste país. Apesar de ter um currículo invejável, e ter me inscrito para mais de 50 vagas, nunca fui nem chamada para uma entrevista porque não me encaixo no perfil que os profissionais de RH são viciados em procurar. Aqui no Brasil, a filosofia de recrutamento é o famoso "cookie cutter" style. Nos EUA, as empresas não tem medo de se arriscar. Contratam pessoas de qualquer área, desde que a personalidade desta pessoa seja compatível com a da equipe e esta pessoa se mostre inteligente e disposta a aprender. O profissional tem que ser treinado pela empresa e não entrar sabendo tudo aos mínimos detalhes. Por favor, profissionais do RH, abram os olhos! Não existe tanto um apagão de talentos quanto uma venda nos olhos do pessoal do recrutamento e seleção.
10/10/2011 por Apagão de talentos ou gestores incapacitados para o cargo? | Blog de Emprego & Carreira
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