Blog emprego & carreira

Monster - siga a sua paixão

31 mai 2011

Programas de qualidade de vida ou… mais uma pressão?

Gestão de Pessoas, Qualidade de Vida

Coerência é fundamental

Conheço um consultor de RH que costuma brincar que não troca um chope e dois pastéis entre os amigos por um programa de qualidade de vida. Experiente, na verdade ele se referia aos extremos que algumas empresas e gestores levam na implantação desses programas dentro das empresas, criando mais uma obrigatoriedade do que um elemento de prazer na difícil tarefa de equilibrar carreira e vida pessoal.

Qual o seu hobby? Quais seus projeto pessoais? Qual a sua taxa de colesterol? Tem aproveitado o benefício do convênio com a academia? Essas perguntas podem ou não estar bem intencionadas. Elas podem vir de um colega/amigo de trabalho ou da necessidade que o RH tem de provar, mensurar, que seu esforço para o bem estar do funcionário tem resultados. Um dos grandes desafios da gestão de pessoas, mostrar em relatórios e números que o investimento da empresa tem retorno e reconhecimento por parte de seus colaboradores.

Essa busca pelas metas por parte do RH, se mal gerenciada e pouco consistente, pode gerar efeitos contrários. Certa vez, um amigo com dois filhos me relatou abismado que ao ser perguntado se tinha algum hobby, em um plano de desenvolvimento individual, disse assustado que sim, no tempo livre brincava com seus filhos. Afinal, era seu momento mais precioso para exercer a paternidade. Mas… os filhos são hobbies na visão do RH?

Frutinhas no meio da tarde, incentivos para uma vida esportiva e mais saudável e todas essas ações obviamente são bem vindas e hoje estão nas listas de boas práticas na gestão de pessoas. O problema é quando o excesso de atribuições, responsabilidades, jornadas além do expediente e remuneração inadequada não entram na contabilidade da diretoria da empresa na hora de saber o retorno dos programas de qualidade de vida.

Ser bem humorado na marra ou tomar um suquinho de chicória fica mais penoso num quadro de incoerência. Por isso mesmo, o tal chope com dois pastéis às 18 h de uma sexta-feira, com aquele sabor de tarefa cumprida, pode ser o equivalente aos planos de monitoramento das taxas de “agradabilidade” dentro das empresas.

E na sua empresa? Como são os programas de qualidade de vida? Você curte? Conte pra nós!

Comentários

  1. 06/06/2011 por @gcafe

    Ótimo artigo!

  2. 06/06/2011 por Fabíola Lago

    Muito obrigada Gustavo!

  3. 06/06/2011 por Wellington Lobo

    Entendo que este é um tema muito extenso, mas tenho percebido uma forte onda de tentativas das corporações em aumentar a qualidade de vida das pessoas, eu realmente admiro a preocupação mas a falta de limites na forma como essa melhoria deve acontecer beira a insanidade. Ouço ofertas das mais variadas e malucas por parte das empresas. Penso que se as empresas se concentrassem em melhorar a qualidade das pessoas, nas instalações e no tempo em que as pessoas ficam nos escritórios, já faria muita diferença. Em uma pesquisa livre entre os 'colaboradores' apareceriam coisas simples a se fazer como:
    - cadeiras mais confortáveis
    - cumprimento das agendas de férias
    - aumento do vale-refeição
    - vaga no estacionamento. (procurar vaga na rua em plena segunda-feira de manhã é terrível!)
    - biblioteca de gibis e água e sal no café-da-tarde.

    Se pensarmos bem no que queremos melhorar, essas e muitas outras 'coisas bobas' aumentariam de verdade a qualidade de vida das pessoas no dia-a-dia do escritório porque fora dele, as atividades são decisões pessoais e que não sei por qual razão as empresas resolveram se meter.

Comente você também

(*) Campos de preenchimento obrigatório.

O Monster é o maior site de empregos do mundo

Procurando emprego? Quer contratar?

Monster Brasil - Textos sob licença Creative Commons - Posts em RSS e Comentários em RSS