Liderar: arte e desafio
Autoconhecimento, Liderança e Motivação

Carla Poletti
Se você está numa posição de liderança e se pergunta porque sua equipe não funciona vale à pena parar para refletir sobre como você está atuando neste papel. Uma das maneiras é observar o modo como a sua equipe tem respondido, já que os colaboradores, na maioria das vezes, refletem o estilo de liderança a que estão submetidos.
Hoje falarei sobre um tipo muito comum de líder, o Autocrático ou Autoritário. Suas características são:
- Focado basicamente na tarefa.
- Centralizador, estimula o medo e a dependência.
- Muito crítico. Briga, grita, desqualifica as pessoas. Gera revolta e insegurança.
- Usa frases como: “Você não deve…”, “Você tem que…”, “Você é um incompetente…”.
- Possui crenças do tipo: “As pessoas não são confiáveis”, “Não posso contar com ninguém”, “As pessoas são incompetentes”, ”Só eu sei fazer direito”.
- Chama a equipe para saber como estão os resultados, mas já acredita que ninguém fez nada certo. Com isto, é comum as pessoas saírem de sua sala chorando ou com muita raiva.
- Há um alto “turn over” (rotatividade) na empresa.
- Tem muita dificuldade de elogiar e de reconhecer a competência e importância dos seus colaboradores.
Essas características geram uma equipe desmotivada.
Embora possuam uma postura arrogante e aparentemente não esperem nada de ninguém, são pessoas que na maioria das vezes se sentem frustradas. E incompetentes por não conseguirem montar um time. Dificilmente estabelece vínculos de confiança, o que faz também com que se sintam muito sós.
Ninguém questiona que todo o líder busca como ideal, um colaborador que esteja motivado, pense, alcance as suas metas, seja parceiro. Infelizmente o que acontece na prática é que as coisas acabam não funcionando assim.
Para isto, primeiro, faça uma reflexão e pense se está realmente acredita que pode achar alguém capaz de te ajudar? Está disposto a abrir mão, do lugar de quem “sabe tudo”, para criar uma parceria com seus colaboradores.
Se estiver, aí vão algumas dicas que podem te ajudar:
- Estimular o “melhor do outro”. Para isto, eu realmente preciso ver e acreditar neste melhor.
- Saber ouvir e qualificar o que o outro me coloca.
- Colocar limites e respeitar os limites dos outros.
- Saber elogiar e reconhecer o outro com um indivíduo único.
- Estimular o pensar e o crescimento do colaborador. Permitir e criar condições para que o outro se desenvolva, só vai refletir o quanto você é um bom líder. Quanto menos ele precisar de você, melhor líder você foi.
- Ter uma comunicação transparente, deixar saber o que se passa.
- Buscar pessoas em quem você confie, construir este vínculo.
Se você está tendo problemas com a equipe, comece refletindo sobre em que você pode mudar. Como disse, Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que você deseja ver no mundo”
Carla Poletti, psicóloga, foi integrante da equipe de Roberto Shinyashiki no Instituto Gente, especialista e desenvolveu nas principais escolas de terapia, tais como Terapia Corporal, Renascimento, Programação Neuro Lingüística e Formação Biográfica, processo desenvolvido pela Antroposofia. Atualmente, Carla atua em sua clínica O-Núcleo Psicologia.
Comentários
06/06/2011 por Thayane Fernandes
Olá Carla, ótimo post. Fala a realidade de muitas empresas.
Vale acrescentar também que um líder "mal contratado" em pouco tempo pode levar uma empresa para o buraco desmotivando e causando a demissão de bons profissionais.
07/07/2011 por Ana
Bom artigo! Muitas vezes, é difícil ser um bom líder… Se você quiser ler mais sobre esse assunto eu recomendo o seguinte artigo: http://euquerotrabalho.com/desafios-da-lideranca….
Boa sorte!