Humanizando a geração Y
por Leonardo Calixto
Por meio de técnicas teatrais, atitudes ruins dos jovens da Geração Y podem ser trabalhadas e melhoradas.
Eles são impacientes, superficiais, insubordinados, ansiosos, entre outros. Os nascidos no começo da década de 80 e final de 90 são os representantes da chamada Geração Y e não vivem sem a internet, celular, redes sociais e estão sempre em busca da velocidade e realização.
“Acostumados a pedir e ter o que quer, o grande dilema das empresas com estes jovens é a falta de comprometimento e fidelidade e com uma força poderosa eles estão inventando normas”, declara o theater executive coach e diretor de performance da EIT, Leonardo Calixto. O especialista tem a primeira escola de teatro para oratória e negócios do país, que fomenta os relacionamentos humanizados por meio de técnicas teatrais.
Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração-FIA/USP realizada com cerca de 200 jovens paulistanos revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. O estudo desenvolvido tentou traçar um perfil dessa geração que está dando problema para os pais, professores e ao departamento de RH das empresas.
É comum estes jovens mudarem de emprego e até tratarem os superiores como colegas de turma. Com esta visão, entre outras observações, Calixto desenvolveu um método, possibilitando criar nestes jovens o senso de propósito, por meio de situações que fazem a Geração Y entenderem e se envolverem com a cultura da empresa, para gerar comprometimento. “Sem envolvimento nenhum resultado é possível; é preciso aprender a conversar com eles para que essas características sejam reveladas e trabalhadas”, declara o especialista o theater executive coach.
Por meio de técnicas teatrais como elemento de percepção para alinhar o comportamento organizacional, Calixto garante que antes é necessário ensinar a perceber. O método utilizado por ele é uma forma descontraída, confortável e natural, onde é possível aprender a controlar os anseios dessa geração tão acostumada com o imediatismo.
Leonardo Calixto
Formado em Artes Cênicas e com certificação internacional em executive coaching, além dos trabalhos como ator, Leonardo Calixto também atuou como diretor e produtor de espetáculos. Em uma destas produções, Calixto acumulou também a função de preparador de elenco e começou a notar que as dificuldades que os atores tinham para performar vinham da vida pessoal, e que não bastava resolver o problema de forma pontual, porque de certa forma, essa dificuldade persistiria e apareceria de outra maneira.
Comentários
11/11/2011 por Tatiana
O que significa "humanizar a geração Y"? O conceito de humanização não se enquadra no seu texto. Mudar o imediatismo e a ansiedade de jovens não significa humanizá-los. Acredito que a aplicação do conceito de humanização no contexto da geração Y seria preparar as empresas para reter esses jovens que dão o máximo de si quando acreditam no seu trabalho e no seu crescimento com este. Enquanto profissional de RH, me preocupa essa visão de necessidade de humanizar os profissionais da geração Y. O progresso é uma evolução, quem traz esse progresso são as novas gerações que precisam aprender com as gerações anteriores, mas que trazem a força e a quebra de paradigmas para a mudança, em vez da estagnação de todos os modelos que atravessam a humanidade.