Home > Carreira > Happy hour não é só diversão

O final do ano está logo aí e com ele começam a pipocar convites para as tradicionais confraternizações e festas corporativas. Para quem está habituado a participar de happy hours com os colegas de trabalho durante o ano todo, confirmar presença em eventos como esses está longe de ser um sacrifício. Aliás, para algumas pessoas, a maior dificuldade é justamente o contrário: dar conta de ir a todos, já que muitos acabam sendo no mesmo dia e horário.

Por outro lado, há também aqueles que colecionam desculpas por não comparecer a nenhum desses eventos, em geral por acreditar que eles se resumem a alguns poucos momentos de descontração e muito papo furado. Se esse também é o seu caso, está mais do que na hora de você rever sua posição.“Atualmente um dos conceitos mais abordados pelas pessoas no mercado de trabalho é o networking, ou seja, estar conectado a outras pessoas. O happy hour pode, portanto, servir para esse propósito, estreitando as relações com seus colegas de trabalho”, diz Alexandre Benedetti, gerente da área de expertise Hays Accountancy & Finance.

Ao promover ou participar de um happy hour, os profissionais podem ganhar muito ao conhecer melhor as pessoas com as quais trabalha, descobrindo seus gostos e suas opiniões e identificando afinidades que podem, inclusive, acabar com impressões equivocadas sobre o outro. Foi o que aconteceu com a professora Ludmilla Marques Ribeiro em uma confraternização de final de ano na escola em que lecionava anos atrás. “Quando entrei lá, ouvia muitas críticas a uma colega de trabalho de outro turno, que depois acabou se tornando uma de minhas melhores amigas. E isso só aconteceu porque comecei a conhecê-la melhor nesse evento e pude entender o outro lado da história.”

Além de aproximar profissionais que atuam em outras áreas ou unidades da empresa, as festas de final de ano são uma boa oportunidade para confraternizar e trocar experiências também com parceiros de negócio e clientes. “Sempre gostei de participar de eventos como esses porque muitos dos meus melhores insights profissionais acabaram surgindo de conversas informais e descontraídas. Pra mim, o happy hour é um ambiente inspirador”, conta o designer Silvio Cusato.

Mas nada de se empolgar demais e descuidar da sua reputação só porque o bate-papo acontece depois do expediente de trabalho. “O profissional deve se lembrar que, apesar de muitas vezes não estar no espaço físico da empresa, ele ainda está em um ambiente corporativo”, alerta Benedetti. Por isso, as recomendações são sempre para manter a postura e a discrição e evitar qualquer tipo de excesso, como beber demasiadamente ou abordar assuntos considerados inconvenientes. As regras de etiqueta também valem para quem prefere se ausentar. “Nesse caso, o declínio deve ser feito como em qualquer outro evento social, com educação, argumentos plausíveis e, se possível, com certa antecedência.”

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