Como serão nossos líderes na próxima década?
Se encontrar lideranças atualmente já não está fácil, a tendência, segundo dois relatórios da Price Water House e Coopers, o “Talent Mobility 2020” e “Gestão de Pessoas no Futuro” é que o processo fique ainda mais complexo nos próximos anos. Os estudos mostram tendências que deverão alertar as lideranças desde já, especialmente área de Desenvolvimento de Pessoas e RH para preparar-se para um cenário bastante diverso.
Segundo o “Talent Mobility 2020”, os modelos de negócios sofrerão mudanças de paradigmas, com o acirramento da globalização e a velocidade das informações. Estima-se no estudo que 50% dos executivos virão de outros países. Que novos benefícios e políticas serão necessárias às organizações para manter um quadro com tamanha mobilidade e diversidade em seus postos?
Para compensar essa mobilidade, segundo a consultoria, deverá haver políticas para garantir infra-estrutura para esses expatriados, tais como casas, creches, escolas e planos de assistência médica, que vão ganhar novos contornos de acordo com cada geração. Isso sem falar nos benefícios para evitar que as vantagens de expatriação por outras companhias seduzam seus líderes. Dentro ou fora, a escassez de talentos vai pressionar pelo incremento de ambientes de trabalho cada vez mais atrativos, assim como todo o pacote de remuneração e flexibilidade que o acompanhará.
As tendências apontadas pelas pesquisas da Price Water House desenham a formação de ao menos três grupos distintos de profissionais para a próxima década, os baby boomers (nascidos entre 1945 a 1960), os “X e Y” Generation (61-81) e os Millenials, nascidos entre 82 a 2000. Em 2020, os baby boomers, no auge de suas carreiras, estarão de olho em seu local de aposentadoria. Benefícios tradicionais como planos de aposentadoria e custeios para educação dos filhos serão determinantes para mantê-los.
Já os líderes “X e Y” serão mais seletivos com relação à uma carreira internacional, além de benefícios tradicionais vão continuar atentos às oportunidades para manter seu espírito criativo e um equilíbrio imprescindível entre vida pessoal e trabalho.
Sair de seu país para trabalhar será absolutamente normal para os Millenials. Também chamados de Internet Generation, o que estará em pauta serão as experiências que a possibilidade de trabalhar fora de seu país poderá oferecer. Do ponto de vista cultural, econômico, de experiências. Menos apegados a benefícios, mas muito mais exigentes com relação à vida pessoal, à oportunidade de desenvolver suas idéias e ter participação nas decisões que envolvem seu trabalho, as empresas terão que repensar suas políticas de gestão para torná-los fiéis.
Enquanto os baby boomers estarão de olho em seu país de origem para aposentar-se e nos benefícios que as empresas proporcionarão nesse sentido, o Millenials vão planejar sua própria aposentadoria, manter sua independência, e vão querer recursos para isso.
Resta a pergunta: sua empresa está preparada para a próxima década?