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Postagens da categoria: Autoconhecimento

11 jul 2011

Como me preparar para uma entrevista?

Autoconhecimento, Entrevista de emprego

No dia a dia, normalmente paramos muito pouco para refletir a respeito de nós mesmos. E sem perceber acabamos repetindo os mesmos erros.

Vocês já ouviram uma frase que diz : “Neuróticos são aqueles que fazem as mesmas coisas e esperam um resultado diferente”.

Então para que você não seja um destes, antes de ir a uma nova entrevista, pare um pouco e aproveite para fazer uma auto–análise. Ela vai te ajudar a se conhecer melhor, e a poder falar com mais segurança e propriedade a seu respeito. Talvez isto te ajude inclusive a transformar aspectos que atrapalham sua vida profissional e pessoal.

Para te auxiliar neste processo, eu proponho algumas questões para reflexão:

  • Relacione cinco características positivas e cinco negativas que expressem parte de sua personalidade. Exemplo: inteligência, organização, timidez, teimosia, carisma, etc. Se tiver dificuldade, peça para alguém em quem você confie ajudá-lo na lista. Muitas vezes o outro nos vê melhor que nós mesmos.
  • Para cada característica negativa, pense no que você pode fazer para transformá-la em positiva. Em que você pode mudar. Por exemplo, posso ser muito rígido e ter dificuldade para aceitar coisas novas. Para mudar isto, ao invés de, logo dizer não ao novo, posso parar e pensar. E talvez, consiga perceber no que isto pode me agregar, ao invés de já reagir dizendo não.
  • Lembre-se, só podemos mudar o nosso comportamento. Não podemos mudar o comportamento do outro.
  • Quanto às características positivas, pense em como cada uma já o ajudou a chegar aonde está hoje.  Se tiver dificuldade, lembre-se dos elogios e agradecimentos que as pessoas costumam fazer a você.
  • Nos seus últimos trabalhos, mesmo que tenha sido um só, quais foram as coisas positivas que você percebeu que faz? Se este for o seu primeiro trabalho, pense em algo que fez na faculdade, durante o estágio ou o T.C.C. Descreva a situação.
  • Reflita sobre os últimos trabalhos em que esteve. Por que você saiu?  Como era a sua relação com os seus ex-chefes? E com os colegas? Você conseguiu atingir as suas metas?
  • Há algo que se repete? Isto tem a ver com alguma característica negativa sua? O que você pode fazer diferente?
  • Você gosta do que faz? Você está indo atrás do seu sonho?
  • O que esta empresa ganha ao te contratar? Quais são os seus talentos? No que isto pode ajudar esta empresa?
  • Como você deseja estar daqui a cinco anos?

Se puder, pare e responda honestamente cada questão. Esta é uma reflexão que vai gerar mais consciência a seu respeito e do que você tem feito com a sua vida. Com isto, é possível conduzi-la com mais autonomia e ir atrás do que realmente quer.

Como diz Nelson Mandela: “Seja qual for o Deus, eu sou o mestre do meu destino e o capitão da minha alma.”

Comentários Recentes

  • Entrevista de emprego, um tema sempre relevante | Blog de Emprego & Carreira:
    [...] [...]
  • Daiane Dias Zaratine:
    Estou em busca de um estágio e gostaria da ajuda de vocês para atingir meu objetivo

27 jun 2011

Como aprimorar minha comunicação?

Artigo, Autoconhecimento, Entrevista de emprego

Carla Poletti

Carla Poletti

Por ser um tema tão vasto e importante na nossa vida, hoje falarei mais a respeito da comunicação interpessoal.

Sabemos que cada um de nós possui um filtro através do qual experimentamos o mundo. Isto faz com que cada pessoa o vivencie de uma maneira muito específica.

Como a comunicação se dá através deste filtro, é importante que eu possa conhecer um pouco do ponto de vista, da pessoa com quem me comunico. Muitas vezes, em uma conversa, achamos que estamos falando sobre a mesma coisa, mas na realidade estamos falando de coisas muito diferentes.

Por exemplo: eu posso dizer que preciso tirar um dia para relaxar. O outro concorda. E pensa no que para ele, significa relaxar: passar o dia vendo TV. Mas na verdade, estou pensando em passar o dia na academia. Assim, achamos que estamos falando sobre a mesma coisa, mas de fato, estamos pensando em coisas totalmente diferentes.

Como então me comunicar com o outro? Para que eu possa estabelecer uma comunicação bem sucedida, além do rapport, que abordamos no artigo anterior, devemos num primeiro momento deixar de lado o nosso ponto de vista, e procurar de fato, entender o que o outro está dizendo.

Isto se aplica a todas as situações. Se você quiser vender algo, precisa saber quais os critérios de escolha do outro. Se quiser, de fato se relacionar, precisa conhecer quais os valores, pensamentos e sentimentos que o outro tem.

Aí vão algumas dicas, de como conseguir isto. Com a atenção ao rapport, procure conhecer um pouco mais a respeito do que o outro está falando. São quatro fatores para se refletir:

1- Sujeito: Procure especificar de quem ou do que ele está falando. Ex: “O pessoal no escritório não gosta de mim”. Quem especificamente, não gosta de você? Compreenda melhor de quem ele está falando.

2- Fato: Saiba o que desencadeia certos sentimentos e emoções. Por exemplo, ao ouvir alguém dizer: “Eu fiquei bravo”. Bravo com o quê? O que te deixou tão bravo? Tente compreender melhor o que incomodou essa pessoa, ao invés de já sair dando conselhos sem conhecer o contexto.

3- Processo Externo: Busque conhecer mais como a ação ocorreu. Se alguém desabafa ou comenta uma frase como essa, “Fui excluído do projeto”, ajude-a a especificar a situação. Quem te excluiu? Como aconteceu? Como você foi excluído? Entenda mais a respeito do que aconteceu, ao invés de já justificar a situação precipitadamente.

4- Processo Interno: Clareie alguns processos internos. Quando alguém diz, por exemplo, “Tenho algumas frustrações em relação ao meu trabalho”. Procure entender o que o frustra realmente. Conheça mais o que se passa no seu mundo interno.

Perguntas como estas vão ajudá-lo a compreender de fato o ponto de vista do outro. Com esta compreensão e sem julgamento, a comunicação torna-se muito mais efetiva. Experimente!

Carla Poletti, psicóloga, foi integrante da equipe de Roberto Shinyashiki no Instituto Gente, é especialista e se desenvolveu nas principais escolas de terapia, tais como Terapia Corporal, Renascimento, Programação Neuro Lingüística e Formação Biográfica, processo desenvolvido pela Antroposofia. Atualmente, Carla atua em sua clínica O-Núcleo Psicologia.

Comentários Recentes

  • roberval:
    É muito interessante de modo geral, como as pessoas lidam com o comportamentos dos outros, sem ter noção do que se passa na vida delas, ou pelo menos tentar entender o que se passa na vida destas pessoas antes de julgá-las. é mas faço ignorar os defeitos do que corrigi-los, portanto é muito difício lidarmos com o comportamento humano. Quero mais conhecimentos sobre comportamento!
  • carla:
    Gostei dessas dicas, a um ano atrás trabalhei em uma central de telefonia e era muito difícil as vezes entender o que realmente certas colegas de trabalho estavam passando naquele momento, tinha dificuldade de compreender, hoje lendo essas dicas vejo que faltou mais dialogo e compreensão.

20 jun 2011

Confiança, a palavra chave no emprego e na vida

Autoconhecimento, Gestão de Pessoas


Não por acaso nos questionários do Instituto Great Place to Work, descobrir o nível de confiança entre funcionários, sejam do mesmo nível ou com gerentes e superiores, é um dos quesitos fundamentais na avaliação das empresas para saber se lá é um bom lugar para trabalhar.

Confiar é tudo. É quando você pode dizer a um colega para terminar um relatório por você porque está com outra tarefa mais atrasada. Colocar sua opinião sincera sobre um determinado projeto, propor inovações ou pedir para sair mais cedo para uma consulta médica sem sentir-se culpado.

Com parentes e amigos não é diferente. Pense nos seus melhores amigos. O que faz deles pessoas tão diferenciais? São perfeitos? Provavelmente, não. Mas o fato de conhecê-los, em seus piores defeitos e melhores qualidades, e vice-versa, cria um elo afetivo com o tempo, com a compreensão.

Uma conexão em que você sabe que poderá contar nos momentos difíceis e também nos de extrema alegria.

Pensei aqui qual seria a imagem ideal da confiança e me lembrei de um filme dos anos 90, “Trust”, na época do jovem cineasta independente americano, Hal Hartley, que recomendo. A imagem da confiança é quando Maria pode cair de costas, de cima de um muro, porque sabe será amparada.

Parece mesmo que amparo e confiança andam juntos. Mas e para você, o que é confiança? Já caiu de olhos fechados nos braços de alguém? Seus colegas de trabalho, seu chefe, amparam você quando é necessário? Divida sua experiência com a gente. Qualquer coisa, nós seguramos você!

Comentários Recentes

  • Gustavo:
    Como disseram os amigos a cima, realmente a confiança é a base de todo tipo de relacionamento seja afetivo ou profissional. Mais venhamos e convenhamos tem gente que as vezes abusam, eu particularmente vivo em um ambiente em que as pessoas se mostram de confiança, mais é uma confiança falsa, por que na maioria das vezes que preciso seja o motivo que for nunca posso confiar em ninguém, sou eu eu e mais eu. Você podem confiar em mim!!!!
  • @gcafe:
    Realmente, confiança é o passo inicial para um bom relacionamento profissional ou pessoal. Ajuda muito saber que você pode contar com seu colega na hora de um projeto bacana ou apenas para falar um pouco do seu dia durante um almoço ou café.

13 jun 2011

Para uma entrevista de emprego bem sucedida conheça o Rapport

Autoconhecimento, Entrevista de emprego

Carla Poletti

Uma das habilidades necessárias para que uma entrevista seja bem sucedida é a capacidade de se comunicar.

Sabemos que a comunicação envolve muito mais que apenas palavras. E que o estabelecimento da empatia, que vamos chamar de rapport, é um dos aspectos mais importantes neste processo.

Rapport é a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum…” Anthony Robbins

Através da formação do rapport, a comunicação tende a fluir, as pessoas sentem que estão em sintonia. Suas palavras, corpos, posturas e expressões faciais revelam esta realidade. Sentimos que o outro nos entende e que entendemos o outro.

Isto pode acontecer em todos os tipos de relação, desde uma relação mais formal como em uma entrevista, até nas relações mais íntimas.

Para que você possa desenvolver esta habilidade, aí vão algumas dicas:

  • Primeiro, ao se sentar diante do seu entrevistador, procure respirar no mesmo ritmo que ele.  Isto vai te ajudar a se acalmar e a criar uma sintonia entre vocês.
  • Segundo, procure de fato, ouvir o que ele está te perguntando e responda, se possível, repetindo algumas das palavras que ele usou. Isto vai te ajudar a focar. E vai fazer com que ele perceba que você está ouvindo e entendendo o que ele quer.
  • Terceiro, procure modular o seu tom de voz ao dele. A comunicação entre vocês tende a fluir melhor.

Se você seguir estes passos, pode acontecer, da harmonia criada entre vocês ser tanta, que vocês comecem a espelhar os seus gestos e postura.

Eu recomendo, que você teste e treine estas habilidades antes, em situações aonde você esteja mais relaxado. Com amigos ou pessoas próximas pois quanto mais natural isto se tornar, melhor.

Através deste modelo, você provavelmente, vai se sentir mais sintonizado com o seu entrevistador e a entrevista será melhor!

Boa Sorte!

Carla Poletti, psicóloga, foi integrante da equipe de Roberto Shinyashiki no Instituto Gente, é especialista e se desenvolveu nas principais escolas de terapia, tais como Terapia Corporal, Renascimento, Programação Neuro Lingüística e Formação Biográfica, processo desenvolvido pela Antroposofia.  Atualmente, Carla atua em sua clínica O-Núcleo Psicologia.

Comentários Recentes

  • Rosana:
    Artigo interessante, vou tentar.
  • marcilina:
    Muito bom, eu nunca tinha tentado esta prática, agora vou usa-la. Obrigada!!

9 jun 2011

A delicadeza sempre ganha

Artigo, Autoconhecimento

Dan Stulbach acredita na força da delicadeza

Dan Stulbach acredita na força da delicadeza

Ontem, ao assistir “Saia Justa” no canal GNT, um tema bem interessante foi discutido: a vontade soltar sua fúria de vez em quando. Esse era o desejo da âncora Monica Waldvogel que se declarou incapaz desses arroubos. Bonita foi a evolução da conversa, que chegou a uma fala do Dan Stulbach dizendo que a “delicadeza sempre ganha”. Que esse é o caminho da civilidade e assim a humanidade avança.

Pensei nas nossas relações de trabalho. Em um ambiente hostil, um chefe que não escuta, quando nos sentimos injustiçados, passamos à noite corroendo discursos enfáticos sobre tudo que está “mal diferido” naquela gestão, naquele local de trabalho. Vale a pena?

Observei que toda vez que soltamos “as feras”, o mal estar logo depois é inevitável. Aquele sabor de ter dito o que queria é logo tomado por uma angústia, uma revisão de cada palavra dita, do olhar de quem as recebeu.

Ser delicado é melhor, em qualquer situação. Dan Stulbach está certo.

Da mesma forma pensei nos lugares mais bacanas onde já trabalhei e sim, a delicadeza, um pedido de correção, um elogio sincero, um estímulo, sempre ganharam a minha confiança, o meu empenho, a vontade de querer fazer cada vez melhor.

Penso que essa não é uma relação a ser cultivada somente de chefe para subordinados. Quantas vezes uma boa colocação, num momento apropriado e com serenidade para apresentar nossos argumentos somos muito mais respeitados em nossas solicitações com nossos superiores. Então a reflexão de hoje é sobre a imprescindibilidade da delicadeza. No trabalho, na vida, com os familiares.

E você? Quando solta suas feras sente-se bem? A delicadez está presente no seu local de trabalho? Conte pra nós!

Comentários Recentes

  • marcilina:
    Para lhe dizer a verdade as vezes não, mas tento ser delicada no meu máximo possivel. Tanto em minha casa como fora dela.
  • Janaína Schüssler:
    Gostei deste artigo: A delicadeza deveria ganhar sempre.

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