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Postagens da categoria: Autoconhecimento

10 fev 2012

Personalidade e estilos de liderança

Autoconhecimento, Liderança e Motivação

Eric Berne, psiquiatra canadense, (1910 a1970) descreveu a personalidade através do que ele chamou de Estados de Ego. Berne definiu Estados de Ego como: “Um sistema de emoções e pensamentos, acompanhado de um conjunto a fim de padrões de comportamento”. Ou seja, são partes de nossa estrutura interna que possuem pensamentos, sentimentos e comportamentos próprios. Isto explica, porque muitas vezes, o nosso pensar nos indica uma direção, mas o nosso sentir e atuar nos leva a outro.

 Os Estados de Ego foram denominados por ele como: Estado de Ego Pai, Estado de Ego Adulto e Estado de Ego Criança.  Segundo Eric Berne, a cada instante atuamos no mundo através de uma destas partes. Assim, quanto mais energia se tiver em um estado de ego, mais atuante ele estará, gerando assim uma personalidade correspondente.

Estado de Ego PaiQue pode ser tanto Crítico como Nutritivo. Ambos são importantes para o nosso desenvolvimento e possuem uma maneira de atuar que pode ser tanto positiva como negativa.

  • Pai Crítico (+): É justo, firme, coloca limites e faz críticas construtivas.
  • Pai Crítico (-): É agressivo, autoritário, preconceituoso e desqualificador. Olha para o mundo com um olhar crítico. Gera no outro a sensação de inadequação. Muito presente nos líderes autocráticos.

 O que define se uma parte é negativa ou positiva, é a maneira e a medida de atuação de cada uma. Sendo assim, precisamos de um Pai Crítico que nos dê limite e possa nos orientar quando estamos errados. O cuidado, é que para que ele não se torne basicamente crítico, humilhando e aterrorizando as pessoas.

  • Pai Nutritivo (+): É afetuoso, acolhedor, convida ao crescimento e autonomia.
  • Pai Nutritivo (-): É salvador, superprotetor, convida a dependência.

 O lado Nutritivo, apesar de fundamental, em excesso pode gerar pessoas superprotetoras que acabam desqualificando a capacidade do outro, criando ao seu redor pessoas inseguras e dependentes. Comum na liderança paternalista.

Estado de Ego Criança: Aqui vamos falar de duas energias bastante diferentes. A energia da Criança Livre, parte inata da nossa personalidade e a energia da Criança Adaptada, parte da Criança que se adapta à sociedade. Esta se subdivide em Criança Adaptada Submissa e Criança Adaptada Rebelde. Aqui também a Criança pode atuar de maneira positiva ou negativa.

  • Criança Livre (+): Espontânea, intuitiva, criativa. Pessoas muito criativas têm muita energia na Criança Livre.
  • Criança Livre (-): Egoísta, inadequada e sem limites.

A Criança Livre nos dá a possibilidade de criar, amar e desfrutar de todo o colorido da vida.

  • Criança Adaptada Submissa (+): Adapta-se às normas sociais, segue as regras é obediente.
  • Criança Adaptada Submissa (-): Insegura, medrosa, dependente. Sempre busca algo ou alguém para seguir. Não costuma se comprometer com as decisões. Fica se justificando o tempo todo. Recebe muita crítica.
  • Criança Adaptada Rebelde (+): Enfrenta e pode transformar situações injustas.
  • Criança Adaptada Rebelde (-): Agressiva, ressentida, vingativa.   Não pensa no que é bom para ela, mas no que vai agredir o outro. Principalmente em se tratando de figuras de autoridade.

Como no Estado de Ego Pai, aqui também o que define se uma parte é negativa ou positiva, é a maneira e a medida de atuação de cada uma.     Sendo assim, precisamos de uma Criança Adaptada Submissa para seguir às orientações parentais e conviver em sociedade. Já a rebeldia é importante para promover mudanças.

Estado de Ego Adulto:

O equilíbrio pode ser atingido através do Adulto que busca o pensar e o atuar no aqui e agora de maneira ética e responsável. Com ele no comando, pode-se saber qual é o Estado de Ego mais adequado para o momento. É como se ele fosse o diretor dos outros personagens que compõem a nossa personalidade. Através da atuação do Adulto, a liderança democrática pode ser conquistada.

O Estado de Ego Adulto pode atuar de maneira negativa, se ele atuar sem ética, manipulando o outro para benefício próprio.

Perceba qual o Estado de Ego que você tem mais atuante e o que quer transformar.  No próximo artigo darei dicas de como transformar estes padrões!

Carla Poletti, psicóloga, foi integrante da equipe de Roberto Shinyashiki no Instituto Gente, é especialista e se desenvolveu nas principais escolas de terapia, tais como Terapia Corporal, Renascimento, Programação Neuro Lingüística e Formação Biográfica, processo desenvolvido pela Antroposofia. Atualmente, Carla atua em sua clínica O-Núcleo Psicologia.

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27 jan 2012

Você é uma pessoa flexível?

Autoconhecimento

A flexibilidade é um dos recursos fundamentais para se obter sucesso e felicidade na vida. Ela nos ajuda a obter uma melhor comunicação com o outro, a rever o nosso ponto de vista, a buscar novas opções diante de uma frustração e a mudar velhos padrões. Ou seja, ela nos permite crescer e nos relacionar de uma maneira mais saudável.

Mas como tornar-se mais flexível?

Assim como os nossos músculos podem ser trabalhados para se tornarem mais flexíveis, também podemos adotar algumas condutas que nos permitem desenvolver mais este recurso.

Algumas sugestões para você exercitar sua flexibilidade:

- Volte para casa por um caminho diferente.

- Durma do outro lado da cama.

- Procure fazer algo que você já faz bem, de uma maneira diferente. Às vezes, o fato de sermos bem sucedido em algo nos impede de ser mais flexível. É claro, escolha algo que se você não obtiver o resultado desejado, não irá gerar grandes conseqüências.

- Mude um hábito seu e perceba a diferença. Se você costuma tomar banho pela manhã, tome à noite e perceba o que muda.

-Faça algo diferente do que costuma fazer. Escreva uma poesia, faça um desenho, dance.

-Finja que você é um ser de outro planeta que acabou de aterrissar na terra.

Experimente este novo olhar para o mundo.

- Por um momento, se imagine sendo o seu chefe, ou ainda, seu marido ou sua esposa. Perceba como é estar neste lugar. O que você sente, pensa e tem vontade de fazer.

Além de desenvolver a flexibilidade, você vai criar a possibilidade de ampliar a maneira de perceber o mundo ao seu redor. Experimente!

Carla Poletti, psicóloga, foi integrante da equipe de Roberto Shinyashiki no Instituto Gente, é especialista e se desenvolveu nas principais escolas de terapia, tais como Terapia Corporal, Renascimento, Programação Neuro Lingüística e Formação Biográfica, processo desenvolvido pela Antroposofia. Atualmente, Carla atua em sua clínica O-Núcleo Psicologia.

 

Comentários Recentes

  • Maris Silva:
    viva a flexibilidade!
  • Cesar:
    100% de acordo Carla!!! muito bom artigo! Cesar Paganini

15 jan 2012

Como sair da passividade?

Autoconhecimento

Ano novo energias e esperanças renovadas, agora é hora de começar a colocar os planos e as promessas em ação.  E para isto, uma das coisas mais importantes é sair da passividade. Grande parte dos problemas do mundo ocorre pelo fato das pessoas não buscarem uma solução efetiva para os problemas que enfrentam.

Muitas crianças aprendem a não resolver problemas, pois os pais não falam e não as ensinam como resolver, muitas vezes, porque eles mesmos não aprenderam. Aprenderam a ficar passivos. A ver as coisas acontecerem ao seu redor e não fazer nada. Fazem isto na rua, ao verem um lixo jogado no chão; fazem isto na empresa, ao se deparar com um novo desafio; fazem isso em casa, quando há algo errado.

Na passividade a mente tende a minimizar (diminuir) a capacidade da pessoa em resolver o problema, e a maximizar (aumentar) o tamanho do problema. Ou seja, a pessoa se sente incapacitada diante de uma enorme questão. E aí, espera que alguém possa salvá-la, já que ela está totalmente incapaz.

Neste processo há quatro comportamentos muito freqüentes. São os chamados comportamentos passivos, que foram descritos por, Jacqui Lee Schiff, analista transacional que desenvolveu um grande trabalho com esquizofrênicos.

São comportamentos passivos, pois são ações externas ou internas que as pessoas empregam que não geram uma solução efetiva para a resolução de um problema, pelo contrário, geram desgaste de energia e alimentam relações de dependência.

São eles:

  • Não fazer nada: A energia é usada para inibir a ação. É a passividade pura.
  • Super-Adaptação: A pessoa imagina o que o outro deseja que ela faça e tenta fazer. Assim, seu foco está em agradar o outro, e não em resolver a questão. Com isto, ela não precisa assumir nenhuma responsabilidade pela sua conduta, pois fez o que achava que o outro queria que ela fizesse.
  • Agitação: Há um desgaste de energia em uma ação repetitiva, mas sem nenhum resultado. Por exemplo: fumar sem parar, ficar andando de um lado para o outro, pensamentos repetitivos. Há uma grande inquietação interna e externa sem nenhum resultado produtivo.
  • Incapacidade ou Violência: Há uma descarga de energia, através de uma incapacitação manifestada por um desmaio, vômitos ou fortes dores de cabeça, ou ainda, através de um ato violento, agredindo pessoas ou propriedades.
  • Em todos estes comportamentos o pensar, o se responsabilizar pelo problema e pela sua solução não estão presentes.
  • Quando houver um problema, primeiro pare, reflita e assuma a sua responsabilidade sobre ele. Aí veja o que pode ser feito, e o que você pode fazer para contribuir para esta solução.
  • Todo o problema tem solução, talvez você ainda não tenha encontrado a solução para o seu, mas isto não significa que ela não exista.
  • Confie na sua capacidade de pensar, e peça ajuda se necessário.
  • Muitas vezes, um olhar externo pode analisar a questão por ângulos que quando se está tão inserido no problema, não é possível se ver. Por isto, a ajuda do outro, às vezes, é importante.

Ao assumir a responsabilidade pelos seus atos, e ao buscar soluções efetivas para os problemas que você enfrenta, você não está passivo. Ao contrário, você está conectado com todo o seu poder de mudança!

Carla Poletti, psicóloga, foi integrante da equipe de Roberto Shinyashiki no Instituto Gente, é especialista e se desenvolveu nas principais escolas de terapia, tais como Terapia Corporal, Renascimento, Programação Neuro Lingüística e Formação Biográfica, processo desenvolvido pela Antroposofia. Atualmente, Carla atua em sua clínica O-Núcleo Psicologia.

Comentários Recentes

  • MALTA:
    A passividade poderá ser fruto de um ambiente administrado ou gererido por um superior que emprega meios terroristas de comando a equipe????????
  • ELIAS LOURENÇO:
    Ótimo ensinamento, só resta às pessoas passivas clocar em prática e pensar em um futuro melhor.

3 jan 2012

“E o melhor da vida vai começar…”

Autoconhecimento

Por Carla Poletti

Fim de ano… Réveillon… Rituais de passagem..Momento em que somos convidados a parar para refletir sobre o que fizemos, o que não fizemos, quais foram os nossos desafios e o que desejamos para o ano que se inicia.

Parar de fumar, emagrecer, arrumar um companheiro (a), mudar de trabalho, ou ainda, arrumar um trabalho, começar a fazer ginástica… Estas são algumas das metas, que costumamos fazer nesta passagem. Afinal, Ano Novo nos convida a pensar em vida nova. É como se fizéssemos um pit stop para recomeçar, agora renovados, cheios de esperança e energia.

Além de olhar para o que desejamos, também é importante refletir e validar o que conquistamos. E para isto, a gratidão é um poderoso meio. Por isto, pare um momento e agradeça:

Agradeça às pessoas que te ajudaram a crescer, a compartilhar, a amar, a viver.

Se puder, manifeste isto ao outro, pois o reconhecimento e a gratidão são um grande alimento para os nossos corações.

Agradeça às coisas pelas quais passou, que por mais doloridas que possam ter sido te ensinaram algo.

E por fim, agradeça a você, por manter a fé diante dos desafios, o amor diante das crueldades, a esperança diante das desilusões. Afinal você é o herói da sua história!

História esta que está sendo escrita a cada instante em que você faz uma escolha. Então, pense e planeje como você gostaria que fosse o próximo capítulo. Capítulo este, que toma forma e te surpreende a cada instante pois esta é uma história viva. Que se transforma a cada momento que você vive!

Por isto, desejo que em 2012 você possa ter discernimento ao fazer as suas escolhas, possa ter determinação para ir atrás do que deseja, possa ter energia para realizar as suas metas, e por fim, possa ter alegria para comemorar tudo isto, que é a vida!

Feliz 2012!

Carla Poletti, psicóloga, foi integrante da equipe de Roberto Shinyashiki no Instituto Gente, é especialista e se desenvolveu nas principais escolas de terapia, tais como Terapia Corporal, Renascimento, Programação Neuro Lingüística e Formação Biográfica, processo desenvolvido pela Antroposofia. Atualmente, Carla atua em sua clínica O-Núcleo Psicologia.

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15 dez 2011

Em que setênio você está?

Artigo, Autoconhecimento

Há duas semanas, abordei aqui no blog a Antroposofia, corpo teórico formulado pelo filósofo Rudolf Steiner, hoje muito adotado por terapeutas, consultores de recursos humanos e profissionais da área de saúde e educação.

Um dos pilares da Antroposofia são as leis biográficas, leis comuns à biografia humana que podem ser observadas a cada setênio. Já falamos desses ciclos até os 28 anos, hoje vamos conhecer um pouco mais das características e cenários que vivemos depois dessa idade.

28 a 35 anos: Fase em que já se conquistou mais estabilidade que na fase anterior.  Momento bom para organizar e planejar. Busca de uma posição que gere status. Muitas pessoas param para rever o que conquistaram. Algumas experimentam uma crise pois percebem que suas conquistas não exatamente o que buscam e partem para um novo  planejamento da carreira.

35 a 42 anos: Muitas vezes há um questionamento a respeito da identidade.  Quem sou eu no meio de todos os papéis que exerço? Quais os meus limites? Quais os meus valores? O grande desafio agora é conseguir transformar a crítica em autocrítica e passar a reconhecer os próprios limites. Momento em que normalmente, já se conquistou uma boa capacidade de gerenciar.

42 a 49 anos: Com toda a experiência adquirida, aqui se pode ter uma visão mais ampla da vida, como olhar para tudo do cume de uma montanha. A grande questão aqui é: “Como transmitir ao mais jovem tudo o que adquiri?”

49 a 56 anos: Há uma busca por um novo ritmo de vida, pelo que é realmente essencial.  “Elimine a experiência e o bom senso dos homens de mais de 50 anos e não sobrará bastante experiência ou bom senso para governar o mundo.” Henry Ford

56 a 63 anos: Momento da retrospectiva: “O que consegui realizar? O que ainda quero desenvolver?“ Aqui pode haver um grande desenvolvimento da criatividade. Grandes obras de escritores, juristas, músicos e outros foram compostas após os sessenta anos.

Após os 63 anos: A liberdade e a maturidade adquirida normalmente permitem a pessoa a planejar como vai seguir em frente, respeitando os seus limites e seguindo seus ideais.

Se você está passando por uma crise, não importa com que idade esteja lembre-se: sempre há a possibilidade de mudar! A crise é mais uma oportunidade que a vida nos dá para acertarmos a nossa rota!

Carla Poletti, psicóloga, foi integrante da equipe de Roberto Shinyashiki no Instituto Gente, é especialista e se desenvolveu nas principais escolas de terapia, tais como Terapia Corporal, Renascimento, Programação Neuro Lingüística e Formação Biográfica, processo desenvolvido pela Antroposofia. Atualmente, Carla atua em sua clínica O-Núcleo Psicologia.

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