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O título do seu currículo é a manchete da sua carreira

Sabe a primeira página de um jornal? A chamada de um artigo em um site? Eles têm uma função fundamental, que é atrair a sua atenção em poucas palavras, reduzir a matéria em uma linha concisa, que mostre a importância do tema abordado. É assim que você é fisgado para dar audiência para os veículos de comunicação.

Recebo vários currículos de jovens e até de profissionais mais experientes e o equívoco mais freqüente é erra na “manchete” do próprio CV. O objetivo, o título, que vem logo depois dos dados pessoais. A maioria das pessoas coloca simplesmente o cargo que exerceram ou pretendem conquistar, sem nenhum “adicional de fábrica”. Ou seja, o foco de seu interesse, ou da sua experiência naquele segmento de negócios específico que tenha a ver com o que a empresa está procurando. Sem uma “manchete” de primeira linha, literalmente, você perde a audiência do recrutador, do gestor da área que está contratando, até mesmo das buscas on line. e o seu CV nem será lido até o final.

curriculum salariosMuita gente também pensa que o mesmo currículo deve ser entregue para todas as empresas. Uma espécie de “genérico”. Sim, às vezes é preciso um CV que sirva para várias situações, mas se você está trabalhando arduamente para conseguir “aquela vaga”, “naquela empresa”, fique atento, você deve fazer um currículo para cada uma dessas oportunidades. Algumas dicas:

– Para fazer seu currículo que pode ser usado por amigos, postar em sites de recrutamento, coloque informações que indique sua função exercida mais experiente. E que você quer. Por exemplo: Gerente de projetos na área de sustentabilidade. Ou, gerente de projetos com 10 anos de experiência em sustentabilidade. Mais? Analista Senior de TI para segmento de Energia. Para iniciantes: Bibliotecário com foco em acervo digital memória corporativa. Determine no seu título a função/cargo que você sabe que tem mais experiência aliado a sua prioridade de recolocação profissional.

– Não misture as estações. Só você trabalhou na área administrativa, mas a função que você deseja é em Psicologia Organizacional, priorize as informações na área que você deseja. Coloque no item principais realizações os cursos, o tema de sua monografia, seja de graduação ou pós – graduação, projetos de pesquisa na área de psicologia para valorizar o seu potencial nessa área. Em Experiência Profissional, você descreve sua trajetória na área financeira.

– Cuidado ao colocar o valor do salário pretendido. Em geral as empresas pagam somente o piso salarial da profissão, então se esse quesito for de obrigatório preenchimento, procure saber qual o valor do piso salarial da profissão que você está se candidatando e coloque um valor próximo, nada de salários exorbitantes fora da realidade.

Como exemplo, no caso da profissão de motorista. Antes de se candidatar a vaga, procure por piso salarial de motorista na internet antes de preencher a pretensão salarial no curriculum e antes da entrevista de emprego. Caso você não encontre especificamente o salário de motorista, há sites que listam tabela salarial que te ajudam a buscar salários de todas as profissões brasileiras regulamentadas.

– Vamos supor que enquanto procura por uma vaga de Psicologia Organizacional, está aberto a continuar trabalhando na área financeira desde que tenha uma boa proposta. O título do seu currículo deve mudar, “Analista Administrativo com seis anos de experiência na área financeira”. a sua informação como psicólogo deve no lugar da formação, mas não mais com o destaque anterior. E assim por diante. É preciso deixar claro para quem está recrutando, selecionando currículos, o que você faz, e faz bem, e ou o que vc quer.

– Faça um currículo com objetivo coerente com o conteúdo para cada vaga que o interessa. Se você tem experiência com meio ambiente, e a vaga é na área, coloque nas principais realizações o que você já fez. Se é a capacidade de gerenciar, coloque no objetivo e destaque na suas realizações.

6 passos para construir seu plano de carreira

Você ralou para passar no vestibular e entrar na universidade, suou para conseguir um estágio na sua área, se mata para conciliar todas as atividades mas não sabe ao certo para onde todo esse esforço vai levar… Se você se identificou com essa situação, possivelmente esteja na hora de montar um bom plano de carreira. Veja a seguir o passo a passo com as seguir as dicas de Mara Tamake, consultora de carreira da Cia de Talentos.

1 – Pense onde você gostaria de estar em um período de 5 a 10 anos, isto é, defina seus objetivos no longo prazo. Há profissionais que tem objetivos super específicos e outros que são mais abrangentes, explica Mara. Confira alguns exemplos: “Antes dos 30 anos, quero ocupar uma posição gerencial numa empresa compatível com o meu perfil, que me permita ter tempo livre para a família” “Quero concluir um curso de pós-graduação ou MBA para ser um profissional especializado em determinada área de atuação” “Antes de completar 30 anos, quero ser coordenador da área de suprimentos da empresa dos meus sonhos, ganhando entre 13 e 15 mil reais.”

2 – Reflita sobre quais são as necessidades mais fundamentais de carreira, como por exemplo, ter tempo para estar com família ou ocupar um cargo gerencial. Tente imaginar qual é o legado que quer deixar, seu objetivo de vida.

3 – Avalie quais valores pessoais e profissionais precisam ser respeitados ao longo da sua carreira e que, por nenhum emprego, você deixaria de lado.

4 – Pense nas características e habilidades pessoais que podem impulsionar ou atrapalhar a alcançar as metas no longo prazo. Nesse ponto, não é preciso analisar o mercado, já que esse fator é imprevisível e está fora do seu controle. Por exemplo, se o profissional quer fazer um mestrado, exemplifica Mara, os fatores que podem impulsioná-lo são a dedicação e habilidade para gerenciar o tempo.

Por outro lado, mudanças não planejadas, como ter filhos nesse período, podem impedir que o profissional consiga conciliar família, estudos e trabalho. “Nesse momento, é importante reavaliar seus objetivos e se perguntar: o que vou ganhar com a conclusão do mestrado? Irá valer a pena?”, pontua Mara. Em outra situação, um profissional que estabeleceu como meta ter um cargo gerencial numa empresa de bens de consumos, em menos de 5 anos, pode avaliar que possui competências de liderança e de trabalho em equipe muito bem desenvolvidas.

Um fator que pode atrapalhar esse profissional é a dificuldade de estabelecer contatos profissionais e fazer networking. Mara explica que no momento em que o profissional pensa em possíveis obstáculos, já consegue se antecipar com soluções possíveis. Segundo a consultora da Cia de Talentos, avaliar quais são as habilidades e comportamentos pessoais é uma etapa fundamental do plano de carreira, pois será este mapeamento que irá ajudar o profissional a guiar suas decisões ao longo da carreira. “A pessoa deve refletir sobre quais são suas características, talentos e atividades que gosta de realizar. É o resultado dessa reflexão que o profissional deve usar como base para as próximas escolhas”, diz Mara.

5 – Use o tempo que achar necessário para pensar e reavaliar seus objetivos profissionais. Não será fácil planejar sua carreira, é preciso tempo para tomar decisões acertadas. “Na maioria das vezes, essa é a etapa mais difícil. Para conseguir fazer um plano de carreira efetivo, é preciso tempo para pensar em si mesmo e quais são seus objetivos”, explica a consultora.

6 – Utilize todas as informações compiladas nos itens anteriores para montar um plano de ação no curto prazo. Isso significa que você deve estabelecer metas reais, que devem ser realizadas num período de 6 meses a um ano – seja fazendo um mapeando de empresas que gostaria de trabalhar e enviando currículos, buscando um novo curso de pós-graduação ou mesmo tentando ter uma rotina mais saudável, com direito a exercícios diários e tempo livre. Tudo vai depender do seu objetivo! Na prática – Cristiane Martins, de 25 anos, buscou a ajuda do programa de orientação de carreira quando percebeu que estava insatisfeita profissionalmente. “Eu trabalhava na área de Suprimentos de um banco e estava infeliz, mas não sabia muito bem o que queria fazer. O trabalho era muito administrativo, burocrático. Além disso, a empresa valorizava muito a hierarquia dos cargos e eu não me adaptei à cultura da empresa”, relata Cristiane, que é engenheira mecânica por formação.

O que ela não imaginava é que em menos de dois anos depois desse um período de incertezas, já estaria trabalhando numa empresa com seu perfil e satisfeita após ser promovida a consultora sênior. Cristiane conta que sua principal motivação ao procurar ajuda de orientação de carreira, foi descobrir quais eram seus reais objetivos profissionais. “Eu sabia que eu queria sair do banco, mas não sabia muito bem o que queria fazer. Já tinha trabalhado em outras empresas e eu não queria trocar de emprego mais uma vez sem saber se estava indo para o lugar certo”.

O plano de carreira a ajudou a encontrar um foco para sua vida profissional, apesar de ressaltar que não existem respostas prontas. “Para que o plano te ajude a tomar decisões, é preciso estar disposto a refletir sobre você mesmo e traçar seus objetivos”, afirma a engenheira. “O plano de carreira com certeza me ajudou a descobrir o que eu realmente quero – que é atuar na área de suprimentos, mas em empresas de consultoria. E mostrar essa segurança é muito importante na hora de procurar emprego.”

Após quatro meses enviando currículos e fazendo entrevistas, Cristiane foi contratada como analista da área de suprimentos da Ernest &Young. Depois de pouco mais de um ano na empresa, ela recebeu uma promoção e hoje ocupa o cargo de consultora sênior.

Especialização: O segredo para fugir da crise

Nesses tempos de crise econômica, é inevitável ter medo das demissões tão recorrentes no último semestre. No entanto, o mercado tem nos mostrado que o diferencial para manter a segurança do emprego é a busca incessante por especializações na carreira.

Os resultados brasileiros apontados em pesquisas do primeiro semestre desse ano foram, sem dúvida, muito mais pessimistas do que em outros países, mas com a crise ou sem ela, o essencial para bons profissionais é nunca se deixar acomodar.

O crescimento da procura por cursos como MBA (Master in Business Administration) nos últimos meses só comprova que a preocupação com a carreira tem aumentado entre os brasileiros.
Melhor para as empresas, que podem preencher suas vagas com pessoas extremamente qualificadas.

Com tanta concorrência no mercado de trabalho, o diploma de curso superior se tornou apenas um pré-requisito. Diferencial agora é o que vem depois: pós-graduação, MBA e outros cursos de especialização que complementem a carreira.

O melhor de tudo é que, além de ser um ótimo adicional para o currículo, cursos como esses proporcionam aos alunos a convivência com diversos profissionais da mesma área. E, levando em conta que o networking ainda preenche cerca de 70% das vagas disponíveis no mercado, um MBA pode trazer contatos definitivos para a sua carreira.

Para quem não está satisfeito com a profissão que escolheu, cursos de especialização também podem ser uma ótima opção para a mudança de área. Eles dão a base de que um profissional necessita para iniciar a experiência em um trabalho desconhecido e ainda podem render bons contatos para uma futura oportunidade de trabalho.
Tudo isso só comprova os inúmeros benefícios que a procura por aperfeiçoamentos na carreira podem proporcionar. A busca incessante pela excelência profissional é uma das únicas coisas que pode garantir a estabilidade do emprego em tempos de crise.

Brasileiros não se desligam do trabalho durante as férias

post-ferias-brasileirosSegundo pesquisa do site Expedia, os brasileiros têm férias longas em comparação a trabalhadores de outros países. Dos 303 brasileiros entrevistados, 75% afirmaram ter mais de 20 dias de férias por ano (69% entre 21 e 30, e 6% com mais de 30). Do total, 60% disseram usufruir desse período. Apenas 2% afirmaram não tirar nenhum dia do período de descanso.

O problema é que os brasileiros demonstram dificuldade para se desligar do trabalho. De acordo com o estudo, 60% responderam checar seus e-mails profissionais regularmente durante as férias.

Sobre o assunto, o especialista em produtividade e gestão de tempo, Christian Barbosa recomenda que as pessoas evitem tirar 30 dias corridos de férias. “É muito tempo fora da empresa e isso faz com que a pessoa fique preocupada e acabe se envolvendo com os assuntos de trabalho”. Segundo ele, dá para tentar dividir as férias em dois períodos de 15 dias, ou até mesmo em períodos de 5 dias. “A sensação é que você esteve fora o ano todo. É mais produtivo e mais interessante tanto para a empresa quanto para o funcionário que fica menos tempo longe da operação dos negócios, diminuindo preocupações e angústias que possam surgir”.

Mas o mais importante Christian aponta que é o bom planejamento antes da saída das férias. “Recomendo que as pessoas procurem antecipar ou agendar atividades que devam ser feitas antes das férias, assim é possível priorizar o importante e evitar deixar tudo para a última hora. O planejamento também vai permitir ver o que poderá ser delegado para que outros façam no período em que estiver fora e evitar o acúmulo de coisas quando voltar”.

Por fim, acrescenta “Férias ou períodos mais curtos de descanso são essenciais para ajudar você e a empresa a crescer. Além disso, você traz ideias novas, arejadas e disposição para colocá-las em prática. Não seja negligente com você, da próxima vez que pensar em férias, leve esse assunto muito a sério”.